Na última sexta-feira (4), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, afirmou em Brasília que o Judiciário responderá de forma legal às supostas irregularidades no caso do Banco Master e ao vazamento de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Durante o evento, Fachin destacou a importância de seguir os procedimentos constitucionais e reafirmou que “nenhuma autoridade está acima da Constituição”. A declaração veio em um momento de tensão no Judiciário, onde o presidente do STF prometeu que as apurações ocorrerão de acordo com as normas estabelecidas pela legislação.
O evento também contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que ressaltou que a lei deve ser aplicada igualmente a todos os cidadãos, independentemente do cargo que ocupam. Para Lula, não é aceitável que alguém use sua posição em benefício próprio, pois isso compromete a democracia. Ele também chamou atenção para a necessidade de transparência no Judiciário, alertando que a falta dela pode prejudicar a credibilidade da instituição diante da sociedade.
A crise no Judiciário se intensificou após o pedido do ministro André Mendonça para a abertura de um inquérito contra Moraes, com base em um relatório da Polícia Federal. Moraes, por sua vez, solicitou que também fosse investigada a atuação de Mendonça em processos relacionados a operações da PF. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu a anulação da investigação sobre as conversas entre Moraes e Vorcaro. Fachin, então, estabeleceu um prazo de cinco dias para que Mendonça e Gonet se manifestem sobre a situação.
Para quem deseja acompanhar mais de perto os desdobramentos dessa situação, é possível acessar as sessões do STF pelo site oficial e também acompanhar as notícias em veículos de comunicação. As próximas etapas incluem a continuidade da investigação e a análise das manifestações solicitadas por Fachin.