Na última sexta-feira (4), o presidente Lula (PT) levantou a questão da reforma do Judiciário durante um evento, em meio à crise que atinge o STF (Supremo Tribunal Federal). A proposta inclui medidas para conter gastos de juízes e procuradores, além de um debate sobre a relação entre magistrados e empresários. Lula, que busca a reeleição, quer liderar essa discussão para evitar que a campanha seja afetada pela turbulência interna entre os ministros do Supremo.
O presidente discutiu a questão com aliados, como o coordenador da sua campanha, Edinho Silva, e os ministros Sidônio Palmeira (Secom) e Jorge Messias (AGU). A ideia é que a reforma do Judiciário seja um processo gradual, com um código de ética a ser construído em conjunto com os poderes. Lula tem enfatizado que um ministro de tribunal superior não deve buscar enriquecer na função e que, se essa for a intenção, ele deve permanecer na advocacia. A defesa de um código de ética já é apoiada pelo presidente do STF, Edson Fachin, e a pauta ganhou força após conversas entre ele e Lula.
Para acompanhar as discussões sobre a reforma, o público pode acessar as sessões do STF e outros canais oficiais. Além disso, é possível contatar a ouvidoria do STF para denúncias e sugestões. A expectativa é que a tramitação da proposta siga adiante com audiências públicas e uma agenda de votação a ser definida nas próximas semanas. A intenção é que esse debate sobre o Judiciário também possa caminhar junto com propostas de reforma política, com o objetivo de aumentar a transparência e a participação popular no processo.