O candidato à presidência, Romeu Zema, do partido Novo, decidiu aproveitar a crise envolvendo o STF (Supremo Tribunal Federal) para fortalecer sua imagem e atrair a atenção dos eleitores. Recentemente, uma pesquisa do Datafolha mostrou que Zema tem apenas 2% das intenções de voto, o que deixou sua equipe preocupada, especialmente com a presença forte de Flávio Bolsonaro (PL) na corrida eleitoral. A avaliação é que o público que apoia Zema é semelhante ao do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Assim, ele acredita que um discurso contundente contra os ministros do STF pode ajudar a reconquistar esse eleitorado.
A situação ganhou força depois que mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes foram divulgadas, levando Zema a fazer 25 postagens no Instagram sobre o tema, a maioria pedindo o impeachment e a prisão de Moraes. Ele afirma ter sido um dos primeiros a alertar sobre o que chama de “farra dos ministros” e se orgulha de ter protocolado um pedido de impeachment contra um ministro do Supremo, sendo o primeiro governador a fazer isso. Em uma de suas postagens, ele compartilhou uma declaração do presidente do STF, Edson Fachin, que defendeu o fim do inquérito das fake news, mas usou a oportunidade para insistir na prisão de Moraes.
Além de tentar atrair apoio, a postura de Zema também parece ser uma maneira de criticar Flávio Bolsonaro, que recentemente defendeu o impeachment de Moraes. Zema declarou que, enquanto outros candidatos começaram a se posicionar agora, ele já tinha se manifestado antes da revelação das mensagens entre Moraes e Vorcaro. Para quem deseja acompanhar mais sobre a campanha e as declarações de Zema, é possível acompanhar suas redes sociais e as publicações de notícias relacionadas. Os próximos passos incluem monitorar suas ações e possíveis novas postagens, que devem continuar a focar na crise do STF.