A Procuradoria-Geral da República (PGR) anunciou que vai investigar a possível interferência na elaboração de um relatório da Polícia Federal (PF) sobre mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. Segundo a PGR, não houve oportunidade para se manifestar sobre a investigação, o que gerou a sensação de que o controle externo da atividade policial foi limitado. O procurador-geral Paulo Gonet pediu que a PF esclareça como o relatório foi produzido e se houve alguma ordem externa que influenciou o processo. Gonet também solicitou a nulidade do relatório, argumentando que a investigação de indivíduos específicos sem autorização da PGR ou da própria polícia ultrapassa as funções do ministro na fase pré-processual.
O relatório da PF, que foi tornado público na terça-feira (1º), revela uma troca de mensagens entre Vorcaro e Moraes, que aconteceu em novembro de 2025, quando o banqueiro estava preocupado com um possível mandado de prisão. As mensagens indicam que Vorcaro questionava Moraes sobre a possibilidade de deixar o Brasil. A prisão de Vorcaro ocorreu no dia seguinte, quando ele tentava embarcar em um jatinho particular no Aeroporto Internacional de Guarulhos. A investigação também mostra que as conversas entre eles foram feitas de forma que preservou apenas as mensagens enviadas por Vorcaro, sem registro das respostas de Moraes.
Para quem quiser acompanhar a tramitação desse caso, é possível acessar informações e documentos no site do STF e da PGR. Além disso, o público pode acompanhar as sessões e acessar canais de denúncia sobre possíveis irregularidades. Com a situação em andamento, a PGR deve seguir com os próximos passos da investigação e a agenda de possíveis audiências públicas.