Na última quinta-feira (3), o auditor fiscal André Weiss foi preso durante a Operação Ícaro, em São Paulo, e, mesmo afastado sob suspeita de corrupção, recebeu R$ 228 mil em salários, entre maio e julho. Ele ocupava o cargo de diretor-geral executivo da Administração Tributária até ser afastado em maio, conforme decreto do governador Tarcísio de Freitas. Apesar da suspensão, Weiss continuou no governo como auditor fiscal e, em julho, foi designado para uma nova função, acumulando prêmios por produtividade e gratificações.
De acordo com dados do portal da Transparência, Weiss recebeu, em média, R$ 53,7 mil por mês entre janeiro e abril deste ano. Após seu afastamento, essa média aumentou para R$ 76 mil mensais. Em junho, por exemplo, ele ganhou R$ 107 mil (R$ 87 mil líquidos). O governo alegou que esses valores acima do teto se referem a pagamentos retroativos e que as promoções seguiram a legislação da carreira de auditor fiscal. Além disso, Weiss estava afastado e sem receber remuneração desde a sua prisão.
O Ministério Público informou que Weiss foi responsável por formar um grupo técnico que revisou isenções tributárias para empresas como Ultrafarma e FastShop. O ex-auditor Paulo do Prado delatou que Weiss recebeu mochilas com R$ 4,5 milhões em espécie durante encontros em uma cafeteria na região de Pinheiros. Para acompanhar a tramitação do caso e acessar documentos, a população pode consultar o site oficial do Ministério Público de São Paulo e outras plataformas de transparência.
Nos próximos dias, a investigação deve avançar, com a possibilidade de novas audiências públicas e fiscalizações por órgãos competentes para apurar as denúncias e garantir a transparência nas ações do governo.