A Fifa e a Uefa estão em pé de guerra, e a contenda ganhou novos contornos. Recentemente, a Fifa acusou a Uefa de promover uma “campanha de difamação” contra sua administração, liderada por Gianni Infantino. Essa troca de farpas surgiu após a Uefa solicitar à Justiça dos Estados Unidos a entrega de documentos sobre um plano que a Fifa tentou implementar para atrair investidores para a Copa do Mundo, mas que foi rejeitado de forma contundente pela confederação europeia. A Uefa não apenas criticou a ideia, como também ameaçou boicotar o torneio se o projeto não fosse abandonado.
A Uefa está insatisfeita e busca medidas legais contra Infantino, alegando “má gestão criminosa”. Nos últimos dias, a confederação europeia fez pedidos em três estados americanos para ter acesso a documentos da Fifa e de seus parceiros, como a gestora Thrive Capital. Joshua Kushner, irmão do genro do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, é apontado como o principal investidor do plano. Caso consiga obter os documentos, a Uefa pode formalizar uma denúncia na Suíça, onde o caso seria analisado pelos tribunais.
Por outro lado, a Fifa está se defendendo e pediu aos tribunais americanos que neguem os pedidos da Uefa. Segundo a Fifa, as solicitações não são mais do que tentativas de comunicação para reforçar a suposta campanha de difamação. A entidade argumenta ainda que a Uefa não tem legitimidade para exigir documentos internos, já que não há nenhuma ação penal em andamento. A Fifa afirma que a divulgação dessas informações poderia ameaçar seus interesses.
Enquanto isso, Infantino, que busca a reeleição para um quarto mandato em março, enfrenta um cenário complicado, especialmente com a pressão crescente de confederações como a Concacaf e a AFC. As próximas semanas podem trazer mais desdobramentos nessa disputa que promete agitar o cenário do futebol mundial.