Recentemente, durante um encontro que contou com a presença de personalidades, entidades e artistas, o presidente Lula se manifestou sobre as apostas online, conhecidas como “bets”. A empresária Paula Lavigne, que lidera a campanha Block no Tigrinho, expressou a necessidade de agir contra a proliferação desses jogos, que têm se tornado um problema crescente no Brasil. Lula comentou que, se pudesse, acabaria com as bets, considerando-as um “mal da sociedade”. Contudo, ele sugeriu que a primeira medida a ser adotada seria proibir a propaganda das apostas, similar ao que foi feito com o cigarro.
Na quarta-feira (2), a Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado começou a avançar nessa direção ao aprovar um projeto que proíbe anúncios de bets em diversos meios de comunicação, como TV, rádio, jornais e redes sociais. Além disso, o projeto também proíbe patrocínios de clubes, competições e influenciadores. Agora, o texto segue para o plenário, mas a expectativa é que enfrente dificuldades, pois o setor de apostas movimenta grandes quantias de dinheiro e gera receita para muitos.
Dados recentes indicam que a situação é preocupante. Uma pesquisa do Procon-SP revelou que 39,7% dos apostadores entrevistados se endividaram devido às apostas, e muitos afirmaram ter comprometido parte significativa de sua renda. O Banco Central já havia alertado que, em um único mês, R$ 3 bilhões foram enviados para casas de apostas via Pix por beneficiários do Bolsa Família. Além disso, os problemas de saúde associados ao jogo, como ansiedade e depressão, têm chamado a atenção das autoridades, que já iniciaram campanhas de prevenção.
Para quem deseja acompanhar o andamento dessa questão, as sessões do Senado podem ser assistidas online, e há canais disponíveis para denúncias relacionadas a apostas. O debate sobre a regulação desse setor promete continuar, com audiências públicas e uma agenda de votação a ser definida nos próximos dias.