A defesa de Renan Santos, candidato do partido Missão, anunciou nesta segunda-feira (31) que vai recorrer ao TSE para contestar a decisão do ministro Dias Toffoli, que suspendeu sua participação em debates e restringiu a propaganda eleitoral. Segundo o advogado Arthur Rollo, essa decisão é um grande obstáculo para a candidatura, especialmente considerando que Renan não conta com muitos recursos financeiros ou tempo de TV, e dois ou três dias sem campanha podem ter um impacto irreversível.
O motivo principal para a decisão de Toffoli foi a entrega tardia de informações sobre redes sociais de Renan. Ele informou 16 perfis 12 dias após o registro da candidatura, o que, segundo a decisão, não foi apenas uma falha técnica, mas um indicativo de falta de transparência e possíveis irregularidades. Toffoli determinou que a campanha de Renan não poderia utilizar qualquer meio digital não informado no prazo, além de suspender repasses do fundo eleitoral e a participação em debates.
Durante uma coletiva, Renan criticou a decisão, insinuando que ela foi influenciada por suas críticas ao ministro relacionadas ao caso do Banco Master. Ele chamou a situação de “absurda” e mencionou um clima de “ditadura do Judiciário”, afirmando que sua campanha está sendo injustamente excluída do processo democrático. A justificativa de Renan para o atraso foi um problema no sistema de registro da Justiça Eleitoral, algo que, segundo ele, outros candidatos também enfrentaram.
Para quem quiser acompanhar o andamento do caso, as sessões do TSE podem ser vistas online, e documentos relacionados estão disponíveis no site do tribunal. As próximas etapas incluem a análise do recurso por parte do TSE e possíveis audiências públicas sobre o tema.