Recentemente, o X (ex-Twitter) se manifestou sobre uma regra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que exige que as redes sociais excluam perfis de candidatos de seus sistemas de recomendação durante as campanhas eleitorais. A empresa argumentou que, apesar de seguir essa norma, a sua aplicação tem gerado dificuldades e pode criar desigualdade entre as candidaturas. Em sua defesa, o X apontou que a regra, que deveria garantir tratamento igualitário, pode acabar prejudicando algumas campanhas ao limitar a visibilidade de perfis que foram corretamente identificados.
O caso surgiu após a coligação do presidente Lula (PT) protocolar uma ação no TSE. O ministro André Mendonça, então, determinou que o X apresentasse esclarecimentos. De acordo com informações, até o dia 25 de agosto, a plataforma não havia aplicado o filtro de maneira uniforme para todos os candidatos. Após ser questionado, o X atualizou seu algoritmo, mas admitiu que não havia feito isso desde 14 de agosto, um dia após o fim do registro de candidaturas. A falta de atualização levou a uma discrepância no tratamento de algumas campanhas, como a do candidato a presidente Renan Santos (Missão), que ficou sem visibilidade no X por mais de dez dias.
Além de responder ao TSE, o X criticou a base de dados fornecida pelo tribunal, destacando a falta de clareza e a ausência de datas de atualização dos perfis. A empresa ressaltou que isso pode causar confusão e dar a impressão de omissão em relação a perfis que foram adicionados após o filtro ter sido aplicado. O X concluiu que, enquanto não houver condições para uma aplicação justa da regra, a medida deveria ser suspensa.
Para acompanhar mais sobre a tramitação desse caso, é possível acessar o site do TSE e as redes sociais da plataforma. Além disso, o tribunal está aberto a denúncias e esclarecimentos sobre a aplicação das normas eleitorais. Nos próximos dias, a situação deve avançar conforme novas audiências e possíveis decisões sobre a continuidade da regra.