No último domingo (30), a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), registrou boletins de ocorrência na Polícia Federal e na Polícia Civil. Isso aconteceu após a divulgação de cartazes, de autoria desconhecida, em Recife, que a acusavam de matar seu marido, o empresário Fernando Lucena, que faleceu aos 44 anos no dia do primeiro turno das eleições de 2022. Os cartazes, colados em várias ruas do centro da cidade, traziam mensagens como “Ela matou o marido para ganhar a eleição” e associavam Raquel a outras mulheres condenadas por assassinato.
O ex-prefeito João Campos (PSB), rival de Raquel, pediu que a situação fosse investigada e enfatizou que qualquer tentativa de atribuir a responsabilidade a ele resultaria em medidas legais. Raquel se manifestou em um vídeo, pedindo respeito à sua família e à memória de seu falecido marido, e afirmou que esse episódio é mais um exemplo de violência política. A campanha dela entrou com um pedido no Ministério Público Eleitoral, solicitando a investigação do caso, já que o marido dela morreu de causas naturais, sem indícios de crime.
Os advogados de Raquel pedem a preservação de imagens de câmeras nas áreas onde os cartazes foram encontrados e a identificação de quem produziu o material. O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco atendeu a um pedido da coligação de Campos, determinando a remoção de postagens que sugeriam que seu grupo político estaria por trás dos cartazes. A Polícia Civil de Pernambuco já está investigando a situação, enquanto a Polícia Federal não se pronunciou sobre o assunto até o momento.
Para quem está acompanhando essas questões, é possível monitorar as sessões da Assembleia Legislativa e acessar canais de denúncia através dos sites oficiais das instituições. A situação pode evoluir com novas audiências e investigações nos próximos dias.