Em uma reunião realizada em janeiro, João Manoel da Costa Neto, diretor da SP Regula, relatou que se sentiu ameaçado por uma carta recebida da Walks, consórcio que foi desclassificado da licitação de iluminação pública de São Paulo. O consórcio Ilumina SP, que venceu o certame em 2018 com um valor em torno de R$ 6,9 bilhões, continua como parceiro na fiscalização das concessões sob a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB). A Walks busca suspender o processo após uma decisão do STF que transitou em julgado em dezembro de 2024.
Durante a reunião, Costa Neto mencionou que a carta, enviada em dezembro de 2025, continha acusações que, segundo ele, visavam influenciar o processo licitatório. Na ata da reunião, ele expressou seu descontentamento, afirmando que nunca havia enfrentado uma situação semelhante em sua carreira pública. O diretor também destacou que a equipe da SP Regula interpretou a carta como um grave desrespeito institucional.
A Walks, por sua vez, negou que a carta fosse uma ameaça, com Sérgio Gonçalves, presidente do consórcio, alegando que o tom foi mal interpretado e relacionado à falta de diálogo com a prefeitura. Ele questionou Costa Neto sobre o custo adicional de R$ 10 milhões mensais que a prefeitura estaria arcando por conta da escolha da Ilumina SP. O advogado da Walks, Gustavo Ungaro, afirmou que a carta apenas buscava que Costa Neto cumprisse a decisão judicial do STF. A prefeitura, em nota, informou que a carta foi arquivada após análise interna.
Para quem deseja acompanhar as discussões sobre o tema, é possível acessar as atas das reuniões e se informar sobre as próximas audiências públicas através do site oficial da prefeitura. Além disso, as sessões podem ser acompanhadas ao vivo. A expectativa é que a situação avance nas próximas semanas, com a análise dos desdobramentos legais e possíveis audiências sobre o assunto.