Recentemente, a Polícia Federal (PF) adiou a abertura de um inquérito contra o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), que é candidato a vice-presidente na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por suspeita de estupro. Gaspar nega as acusações. A PF informou ao ministro Gilmar Mendes, do STF, que finalizou as diligências, mas ainda aguarda dados de uma operadora de telefonia que não respondeu a um ofício solicitando informações. O gabinete de Mendes considera que a etapa não está encerrada até que esses dados sejam entregues.
A PF enfatizou a necessidade de “máxima urgência” na resposta da operadora, cujo nome não foi revelado. Assim que obtiver todas as informações, a PF enviará o material à Procuradoria-Geral da República (PGR), que decidirá se há elementos suficientes para solicitar a abertura de uma investigação formal, novas providências ou o arquivamento do caso. A assessoria de Gaspar reiterou que as acusações são um “ataque criminoso” de opositores, especialmente durante seu trabalho como relator da CPI do INSS.
Em agosto, Gaspar pediu ao STF e à PGR agilidade na realização de um exame de DNA que, segundo ele, provará sua inocência. O material genético foi coletado em abril, após uma decisão judicial em Alagoas. O denunciante procurou outros parlamentares, alegando ter informações sobre o crime, e a situação foi politicamente explorada durante a CPI. Gaspar processa os autores das denúncias por calúnia e coação. A discussão sobre o caso continua a gerar desdobramentos e, por enquanto, a tramitação está nas mãos do STF.
Para acompanhar as atualizações sobre o caso e outras questões relacionadas, é possível acessar os sites oficiais da PF e do STF. Além disso, denúncias podem ser feitas através dos canais específicos disponíveis.