Um novo jogo de cartas chamado “Censura” está prestes a ser lançado, trazendo à tona figuras marcantes da ditadura militar brasileira, como a advogada Eunice Paiva e o jornalista Vladimir Herzog. O projeto, desenvolvido pelo estúdio Tijolo, formado por três amigos de São Paulo e do Rio de Janeiro, está na fase final de uma campanha de financiamento coletivo e deve ser lançado em novembro. Renato Sasdelli, um dos criadores, comentou que a ideia é que os jogadores reflitam sobre a sociedade em que vivem enquanto jogam.
“Censura” é o segundo projeto do estúdio, que anteriormente lançou “Imperialismo: América”, um jogo sobre as relações dos EUA com a América Latina durante a Guerra Fria. A equipe, que também conta com o designer Alex Olteanu e o designer gráfico Max Duarte, buscou criar um jogo que equilibrasse diversão e a seriedade do tema da ditadura. O professor Vitor Soares, que contribuiu com textos para as cartas, destacou a preocupação em tornar o conteúdo acessível e interessante, sem deixar de lado a gravidade do assunto.
O jogo é indicado para pessoas maiores de 14 anos e pode ser jogado por até quatro jogadores ou solo. Com 44 cartas, “Censura” apresenta episódios importantes da ditadura, como a criação do SNI e o AI-5. À medida que os jogadores avançam, precisam usar cartas de personagens e de luta para tentar derrubar o regime autoritário. Estilisticamente, as ilustrações foram inspiradas em obras de artistas como Ziraldo e Millôr Fernandes, refletindo a cultura da época.
Quem quiser acompanhar mais sobre o jogo e seu lançamento pode visitar as redes sociais do estúdio Tijolo e participar de eventos que promovem o projeto, além de conferir os canais de comunicação para tirar dúvidas e obter mais informações.