Nesta quinta-feira (27), Ibrahim Musa Gusau, presidente da Federação Nigeriana de Futebol (NFF), anunciou sua renúncia em meio a denúncias de corrupção e resultados insatisfatórios das seleções do país, especialmente da equipe feminina. A decisão vem a um mês das eleições gerais da federação, e outros membros da diretoria também estão deixando seus cargos, segundo a imprensa local.
Gusau revelou que sua renúncia foi motivada por uma série de problemas, incluindo investigações do Departamento de Serviços de Estado (DSS) sobre o uso inadequado de 17 bilhões de nairas, aproximadamente US$ 12,7 milhões e R$ 65,5 milhões, que deveriam ser usados para quitar pagamentos atrasados a jogadores e dirigentes. Apesar da Nigéria ser uma potência no futebol africano, a NFF enfrenta críticas constantes sobre corrupção e má gestão. Jogadores e técnicos têm protestado frequentemente por conta do não pagamento de diárias e gratificações. A pressão aumentou após a seleção feminina, atual campeã africana, não se classificar para a Copa do Mundo de 2027, após ser eliminada nas quartas de final e perder para a África do Sul na repescagem.
Gusau, mesmo após a renúncia, defendeu sua gestão e atribuiu as dificuldades financeiras da NFF à crise econômica do país. Ele também anunciou uma parceria com a Adidas, que garantirá pagamentos anuais de US$ 4,5 milhões, cerca de R$ 23,2 milhões. Para os fãs que querem acompanhar os próximos jogos da seleção, as transmissões e detalhes sobre ingressos devem ser consultados nos canais oficiais da NFF.
Com a saída de Gusau e as mudanças na diretoria, a NFF busca uma nova direção em um momento desafiador, enquanto as seleções se preparam para suas próximas competições e tentam reverter a situação.