O cenário político em Goiás está agitado, especialmente com as eleições de 2026 se aproximando. O presidente Lula (PT) enfrenta uma série de desafios que podem impactar sua reeleição, como o endividamento histórico das famílias brasileiras e a fila de espera no INSS, que ele prometeu zerar. De acordo com o Banco Central, 29% da renda das famílias está comprometida com dívidas, o maior percentual em 20 anos, e a inadimplência chegou a 6,9%, a mais alta desde 2012. Em maio, o governo lançou uma nova versão do programa Desenrola, com o objetivo de renegociar dívidas e tentar melhorar sua popularidade em ano eleitoral.
Além disso, a relação de Lula com os evangélicos e o eleitorado feminino apresenta desafios. Uma pesquisa recente apontou que, em uma simulação de segundo turno, Lula venceria Flávio Bolsonaro (PL) por 47% a 43%, mas entre os evangélicos, Bolsonaro lidera com 62% contra 29%. O histórico de declarações consideradas machistas de Lula também pesa contra ele, especialmente em um contexto em que os feminicídios estão em alta no país. A primeira-dama, Janja, comentou que muitos partidos aliados não indicam mulheres para cargos importantes, o que tem gerado críticas sobre a presença feminina no governo.
A fila de pedidos no INSS, que chegou a 3,1 milhões no início do ano, é outro ponto fraco. A nova presidente do instituto, Ana Cristina Viana Silveira, busca acelerar a análise de benefícios. No âmbito das investigações, o filho de Lula, Lulinha, está envolvido em um esquema que apura fraudes no INSS. Embora ele não tenha sido indiciado, seu nome aparece em inquéritos que investigam tráfico de influência e outros crimes.
Para acompanhar as sessões da Assembleia Legislativa e ficar por dentro das decisões que afetam a política goiana, os cidadãos podem acessar o site da Alesgo e seguir seus canais oficiais nas redes sociais. As próximas votações e audiências públicas, que são fundamentais para a fiscalização do governo, estão disponíveis na agenda legislativa online.