O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) deve decidir até o fim da próxima semana sobre o uso de um avatar do ex-presidente Jair Bolsonaro na convenção do PL, que foi vinculado à candidatura do senador Flávio Bolsonaro à presidência. A expectativa é que a maioria dos ministros se posicione contra essa prática, além de estabelecer uma tese sobre o uso de deepfakes em campanhas eleitorais. A situação gerou um desgaste para o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, que se reuniu com outros ministros para discutir o assunto.
Os ministros estão discutindo a proibição dos deepfakes, que são conteúdos gerados por inteligência artificial que podem confundir os eleitores. A ideia é que, se uma imagem ou vídeo pode enganar a percepção de autenticidade, ele deve ser classificado como deepfake e, portanto, proibido. Por outro lado, conteúdos que sejam claramente fictícios ou alegóricos, como memes e caricaturas, poderão ser usados, desde que sigam certas regras estabelecidas pelo TSE. Um dos principais critérios será o nível de realismo do material.
A tese sobre deepfakes foi introduzida pelo ministro André Mendonça, que também exigiu a remoção de vídeos que mostravam um deepfake de Flávio ao lado do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A expectativa é que os casos relacionados ao avatar de Bolsonaro e à proposta de Mendonça sejam analisados juntos, uma vez que estão interligados. Embora haja uma maioria no TSE que defenda a proibição dos deepfakes, ainda não está claro como essa decisão pode impactar a candidatura de Flávio.
Para quem deseja acompanhar as discussões do TSE, as sessões podem ser vistas ao vivo pelo site do tribunal. Além disso, denúncias sobre irregularidades podem ser feitas diretamente no site ou pelos canais de comunicação oficiais. O TSE também deve discutir em breve a possibilidade de punir o uso indevido do avatar, considerando se isso configura um ato de campanha ou uma ação interna do partido.