Neste domingo (23), o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), convocou os presidentes do Solidariedade e do Podemos para esclarecer a atuação deles em relação às emendas parlamentares. Paulinho da Força, que é deputado federal e presidente do Solidariedade, comentou em entrevista ao Metrópoles que não se manifestou antes porque as indicações de emendas foram feitas na sua função de parlamentar, e não representando o partido. Renata Abreu, presidente do Podemos, se posicionou de forma semelhante, afirmando que também atuou como deputada.
Dino também determinou uma multa diária de R$ 100 mil para os partidos que não se manifestarem, e deu um prazo de cinco dias para que tanto o Podemos quanto o Solidariedade prestem os devidos esclarecimentos ao STF. Além disso, o ministro pediu que a Câmara dos Deputados e o Senado informem os órgãos envolvidos sobre essa nova determinação. Na mesma decisão, Dino declarou que qualquer ato ou documento que atribua a autoria de emendas a presidentes de partidos ou ex-parlamentares será considerado nulo.
Essa ação do STF está ligada a investigações que resultaram no bloqueio de R$ 119 milhões em bens do presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto. As investigações levantaram suspeitas de que ele teria direcionado emendas mesmo sem um mandato parlamentar ativo. Segundo informações, os partidos alegaram que seus dirigentes não têm a competência para gerenciar ou distribuir emendas parlamentares.
Para acompanhar as sessões do STF ou obter mais informações sobre o andamento desse caso, o público pode acessar o site oficial do tribunal e se inscrever em newsletters informativas. Além disso, a transparência sobre essas questões pode ser verificada nos canais de comunicação das duas casas legislativas. O próximo passo será a tramitação dos esclarecimentos solicitados, que pode incluir audiências públicas para discutir o assunto.