Na última semana, surgiram novas informações sobre Marco Aurélio Ribeiro, ex-chefe de gabinete do presidente Lula, que está sendo investigado pela Polícia Federal. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, ele teria trocado mensagens com a lobista Roberta Luchsinger, em que ela menciona um quadro avaliado em € 100 mil. O diálogo, ocorrido em dezembro de 2024, foi transcrito pela PF e sugere que Marcola pediu informações sobre a obra, recebendo uma foto e detalhes sobre a entrega.
A defesa de Marco Aurélio nega que ele tenha recebido o quadro ou qualquer outro item de valor. Os advogados argumentam que a mensagem, que incluía risadas, não configura uma cobrança séria. Eles também destacam que não tiveram acesso completo aos documentos do inquérito, que, segundo eles, estão sendo divulgados de forma seletiva, o que poderia distorcer o contexto da investigação. Além disso, a defesa afirma que Marcola nunca atuou em negociações ou encaminhou documentos relacionados a compras ou licitações públicas.
O caso ganhou mais complexidade com a revelação de que Luchsinger pagou R$ 217 mil em despesas de Marcola, incluindo faturas de cartão de crédito e financiamento de veículo. Ele deixou o cargo no Planalto em junho, para se juntar à campanha de Lula, mas saiu do comitê diante da crise. A situação também envolve Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, que é amigo de Luchsinger, levantando suspeitas sobre possíveis favorecimentos em negociações com o governo.
Para quem acompanha as investigações, é possível acessar informações sobre as sessões da PF e outras atualizações no site oficial do órgão. A tramitação do caso segue em andamento, com expectativa de novas audiências e apurações nos próximos dias.