O empresário Luiz Osvaldo Pastore, primeiro suplente na chapa de Eduardo Gomes ao Senado por Tocantins, se destacou nas eleições de 2026 ao declarar R$ 677,7 milhões em bens ao TSE. Com uma trajetória no setor metalúrgico e participação em pelo menos oito empresas, Pastore ganhou visibilidade ao usar seu jatinho para levar o ministro do STF, Dias Toffoli, a um evento em Lima, no Peru, em novembro de 2025. O caso chamou atenção, especialmente porque o advogado de um dos diretores do Banco Master também estava no voo. Em seguida, Toffoli assumiu a relatoria de um caso relacionado ao banco, o que gerou discussões sobre a relação entre os dois.
A maior parte do patrimônio de Pastore está em investimentos e aplicações financeiras, além de R$ 12,9 milhões em bens móveis e uma casa avaliada em R$ 2,9 milhões. Ele também declarou R$ 145,4 milhões em dívidas, R$ 3,35 milhões em conta-corrente e R$ 256,5 mil em contas no exterior. Curiosamente, o jatinho utilizado na viagem não aparece na declaração de bens apresentada ao TSE, pois está registrado em uma de suas empresas, a Ibrame. O patrimônio de Pastore cresceu desde a última eleição, quando, em 2022, declarou R$ 453 milhões como candidato a suplente na chapa de Flávia Arruda pelo Distrito Federal.
Além de Pastore, o ranking de candidatos mais ricos inclui Antídio Lunelli, do MDB, com R$ 613,2 milhões, e o governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, com R$ 575,6 milhões. O levantamento foi feito pelo UOL, que excluiu candidatos que inicialmente declararam patrimônios bilionários, mas depois corrigiram os valores por erro de digitação. Para quem deseja acompanhar as movimentações políticas, é possível acessar as informações das sessões e documentos oficiais através do site do TSE e de canais de comunicação das assembleias estaduais. As próximas etapas das eleições, como audiências públicas e votações, ainda estão sendo definidas.