A Polícia Federal revelou que Fábio Luís, um dos filhos do presidente Lula, é apontado como beneficiário indireto de ações da empresária e lobista Roberta Luchsinger, que teria buscado apoio político para facilitar a venda de medicamentos à base de canabidiol ao governo federal. A informação foi divulgada em uma reportagem da revista Veja, que teve acesso a um dos relatórios da PF que investiga Fábio, conhecido como Lulinha. O documento afirma que Roberta mencionou Fábio como uma referência importante nas discussões sobre os projetos.
Além disso, a PF encontrou mensagens que indicam que Roberta planejava tirar Fábio do Brasil até junho de 2025, ano em que ele se mudou para a Espanha. As investigações também revelaram que Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete de Lula, teria mediado uma reunião entre Roberta e Swedenberger Barbosa, que, na época, era secretário-executivo do Ministério da Saúde. Após esse encontro, Roberta enviou uma minuta de contrato de venda de canabidiol a Marcola, mas as tentativas de avançar com as negociações não deram certo. Tanto Fábio quanto Marcola negam qualquer irregularidade.
O advogado de Fábio criticou a atuação de alguns setores da PF por vazamentos de informações, enquanto o ex-chefe de gabinete afirmou não ter repassado o contrato adiante. Roberta também fez declarações sobre um suposto interesse do presidente em cargos para ela, mas Lula teria dito que não a conhecia. Os investigadores identificaram que Fábio, Marcola e Roberta faziam parte de um grupo de WhatsApp voltado para interesses privados perante a Administração Pública.
Para quem deseja acompanhar mais de perto essa situação, é possível acompanhar as sessões do STF e acessar documentos relacionados no site oficial da instituição. A tramitação desse caso deve continuar com novas audiências e investigações nos próximos meses.