Na última terça-feira (18), o presidente do STF, Edson Fachin, fez uma declaração importante sobre a relação entre o Judiciário e a política, ressaltando que ataques ao Poder Judiciário não devem fazer parte das campanhas eleitorais. Essa fala é vista como uma resposta às propostas de candidatos como Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo), que sugerem limitações na atuação do Supremo nas eleições de 2026. Flávio Bolsonaro, por exemplo, criticou a corte durante seu discurso de lançamento de campanha no Rio de Janeiro.
Na primeira sessão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) após o início das campanhas, Fachin apresentou uma cartilha sobre a remuneração dos magistrados, abordando os chamados “penduricalhos.” Ele enfatizou que o tema tem sido usado para deslegitimar o Judiciário, alertando que é necessário distinguir críticas construtivas de tentativas de desmoralização. O ministro também destacou que, embora o Judiciário esteja aberto a melhorias, isso não deve ser confundido com campanhas que buscam desacreditar a instituição.
Fachin ressaltou a importância do Judiciário na sociedade, afirmando que ele é essencial para resolver conflitos e garantir a democracia. Segundo informações da Folha, há um consenso entre os ministros do STF de que as críticas à corte devem ser tratadas com cuidado durante a campanha de 2026. Alguns defendem um enfrentamento direto aos ataques, enquanto outros acreditam que o mais prudente é manter a discrição e evitar conflitos. O ministro Dias Toffoli, por sua vez, comentou que votos obtidos através de críticas infundadas podem ser considerados fraudulentos, um tema que ainda está em discussão.
Para quem se interessa em acompanhar as sessões do STF ou denunciar irregularidades, os documentos e informações podem ser acessados no site oficial do Supremo. Além disso, as audiências públicas e a tramitação de processos são divulgadas nos canais de comunicação da instituição.