O registro de candidatura de Pablo Marçal, do PRTB, à Presidência da República pode ser rejeitado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ministros da corte afirmam que a inelegibilidade dele é evidente e que sua candidatura pode ser vista como uma tentativa de desestabilizar o processo eleitoral. O julgamento deve acontecer no início de setembro, respeitando os prazos legais do TSE. Os pedidos de registros de candidaturas presidenciais estão sendo tratados com prioridade pelos gabinetes dos relatores, e o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, também indicou que dará atenção especial a esses casos.
No último sábado (15), Marçal conseguiu uma liminar da Justiça Eleitoral de Santana de Parnaíba, em São Paulo, que permitiu sua filiação ao PRTB fora do prazo, que havia expirado em 4 de abril. Ele alega que a demora na obtenção de uma senha para o sistema de filiação foi um fator determinante. No entanto, ministros do TSE suspeitam que ele tenha agido de má-fé, já que muitos acreditam que Marçal é ciente de sua inelegibilidade e quer aproveitar o tempo entre o registro e a negativa para se promover.
Enquanto o TSE não toma uma decisão final, Marçal permanece na corrida presidencial e pode fazer campanha, incluindo o uso de recursos do fundo eleitoral. Ele já foi considerado inelegível pelo TRE-SP por abuso nos meios de comunicação durante sua candidatura à Prefeitura de São Paulo em 2024. A assessoria de Marçal não respondeu aos questionamentos da Folha. Em uma sabatina recente, ele afirmou que pretende participar dos debates, garantindo que não pretende criar problemas para a candidatura de Flávio Bolsonaro, do PL.
Para acompanhar a situação, é possível acessar as decisões do TSE e as atualizações sobre o processo eleitoral diretamente no site do tribunal.