Ronaldo Caiado, candidato do PSD à presidência, fez críticas ao governo Lula durante um evento em São Paulo nesta segunda-feira (17). Ele comentou sobre a recente notificação do Brasil aos Estados Unidos, informando que o país iniciará um processo de aplicação da Lei da Reciprocidade em resposta a um aumento de tarifas. Caiado questionou a decisão, afirmando que os EUA são o maior investidor no Brasil e que essa postura pode prejudicar as relações entre os dois países.
O ex-governador de Goiás também aproveitou a oportunidade para criticar a abordagem econômica do atual governo, chamando Lula de populista e afirmando que ele não acredita em política fiscal. Caiado destacou que, se eleito, pretende controlar as despesas públicas, limitando-as a cerca de 40% ou 50% do PIB. Ele ainda mencionou o ex-diretor-geral da OMC, Roberto Azevêdo, como um possível ministro das Relações Exteriores, caso sua chapa vença as eleições.
Além das questões econômicas, a segurança pública foi um dos temas centrais abordados por Caiado. Ele defendeu a classificação de organizações criminosas como o PCC e o Comando Vermelho como terroristas, alinhando-se a uma proposta semelhante apresentada por Donald Trump. O candidato afirmou que o combate ao crime organizado deve ser uma responsabilidade do governo brasileiro e que não precisa de apoio externo para isso.
Para quem quer acompanhar as discussões políticas e as propostas de Caiado, é possível seguir as sessões da Câmara dos Deputados e do Senado, além de acessar documentos e informações no site oficial do governo. O próximo passo na campanha inclui a continuidade das audiências públicas e a tramitação das propostas apresentadas por Caiado, que buscam abordar as preocupações da população em relação à segurança e à economia.