Recentemente, um relatório elaborado por 65 organizações de pesquisa destacou o papel das plataformas digitais na proteção da integridade eleitoral no Brasil, com foco nas eleições de 2026. O documento, que analisou as políticas de combate à desinformação eleitoral, identificou que as redes sociais e aplicativos de mensagens, exceto o Telegram, estão avançando nesse sentido. O YouTube e as redes da Meta (Facebook e Instagram) foram considerados as mais bem avaliadas, seguidos por Kwai, WhatsApp, X e TikTok. Já as plataformas de inteligência artificial, como ChatGPT e Claude, ainda carecem de políticas claras para garantir a integridade das eleições.
Os pesquisadores apontaram que o uso de chatbots de IA pode trazer riscos para a eleição, pois muitas dessas plataformas não possuem regras específicas para o uso político. Segundo Andressa Michelotti, pesquisadora da UFMG, as políticas atuais dessas ferramentas são limitadas e, em alguns casos, difíceis de encontrar. Embora o Claude tenha uma abordagem mais desenvolvida em relação à integridade eleitoral, as lacunas nas políticas de IA continuam sendo uma preocupação. Em comparação, durante as eleições de 2022, o cenário era bem diferente, com apenas o Twitter (hoje X) apresentando políticas para prevenir ações antidemocráticas.
Para quem deseja acompanhar as discussões e decisões relacionadas ao tema, é possível acessar as sessões do TSE diretamente pelo site oficial e ficar atento aos canais de denúncia disponíveis. Além disso, no próximo julgamento, o TSE deve analisar um caso sobre o uso de deepfake em campanhas eleitorais, o que poderá influenciar as regras para o uso de tecnologia nas eleições. Essa avaliação será crucial, já que as novas diretrizes do TSE visam garantir um ambiente eleitoral mais transparente e seguro.