A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) anunciou uma nova política de elegibilidade para atletas em competições femininas, que agora impede a participação de atletas trans. Anteriormente, a confederação permitia a presença dessas atletas, desde que seguissem um tratamento hormonal que mantivesse os níveis de testosterona abaixo de 5 nmol/L, conforme as diretrizes da Federação Internacional de Medicina do Esporte (FIMS). Com essa mudança, a ponteira Tifanny Abreu, que joga pelo Osasco, não poderá mais competir em torneios femininos, uma decisão que gerou bastante repercussão.
A nova regra, que entrou em vigor nesta semana, busca alinhar as normas brasileiras com as diretrizes do Comitê Olímpico Internacional (COI) e outras federações internacionais. A CBV informou que a elegibilidade será verificada por meio de testagens específicas, incluindo a triagem do gene SRY. Essa mudança já foi aplicada em competições como a Liga das Nações e segue um movimento global de endurecimento das regras sobre a participação de mulheres trans no esporte, que tem sido alvo de críticas por parte de grupos de direitos humanos e LGBTQIA+.
Para quem quer acompanhar as próximas competições, os jogos do vôlei feminino podem ser assistidos pela TV e plataformas de streaming que transmitem eventos esportivos. Ingressos para os jogos podem ser adquiridos nos sites oficiais dos clubes e da CBV. O calendário de competições continua ativo, com diversas partidas programadas para os próximos meses, e a expectativa é que a CBV siga ajustando suas diretrizes conforme as discussões sobre inclusão e igualdade no esporte evoluem.