Na última semana, a campanha à reeleição do presidente Lula (PT) apresentou as fotos oficiais do presidente e de seu vice, Geraldo Alckmin (PSB), que vão aparecer nas urnas eletrônicas. Nas imagens, Lula aparece usando um chapéu panamá, um acessório que se tornou parte do seu estilo após uma cirurgia para tratar uma lesão no couro cabeludo. Desde então, ele passou a usar o chapéu, que é um modelo feito à mão no Equador, como parte de seu visual em eventos importantes, como a conferência do G7 na França.
A discussão sobre o uso de acessórios nas fotos de candidatos começou a ganhar força em 2022, após a situação envolvendo Douglas Belchior, que também concorreu a deputado federal. A resolução do TSE proíbe a utilização de “elementos cênicos” que possam dificultar o reconhecimento do candidato, mas a interpretação desse ponto tem se mostrado flexível. No caso de Belchior, o tribunal permitiu o uso de um boné, argumentando que ele representa a identidade cultural do candidato. Isso abriu espaço para que outros acessórios, como o chapéu de Lula, pudessem ser considerados.
Após a divulgação da foto de Lula, Belchior comentou nas redes sociais, destacando que o chapéu é mais do que um acessório bonito; representa uma conquista política e um avanço na discussão sobre identidade. Ele ressaltou que o boné, que é frequentemente associado à juventude negra e à cultura urbana, teve seu significado ampliado com a decisão judicial que permitiu sua utilização nas urnas.
Para quem quer acompanhar as discussões e decisões sobre o uso de acessórios nas eleições, é possível acessar as informações no site do TSE e nas redes sociais dos órgãos eleitorais. Além disso, as sessões da Justiça Eleitoral são abertas ao público e podem ser assistidas online. As próximas etapas da tramitação das candidaturas e o calendário de votação podem ser conferidos nas plataformas oficiais.