A eleição presidencial em 2026 traz um cenário inédito em Goiás e no Brasil, com apenas um candidato, Flávio Bolsonaro (PL), recebendo apoio de outras legendas. Ao contrário das últimas eleições, onde pelo menos dois candidatos contavam com alianças, nesta edição, apenas Lula (PT) terá coligações, se unindo a sete partidos, como PSB e PDT. Isso garante a Lula um tempo de propaganda eleitoral na TV e no rádio significativamente maior, enquanto Flávio ficará com cerca de 20% a menos em comparação.
Até agora, foram anunciadas 13 candidaturas à presidência, com 12 delas ligadas a um único partido. O prazo para convenções partidárias encerrou, mas o registro oficial das candidaturas pode ser feito até o dia 15. Essa flexibilidade possibilita que candidatos formem parcerias à medida que se aproximam das eleições, o que pode mudar a dinâmica da disputa. O cientista político Murilo Medeiros, da Universidade de Brasília, aponta que a falta de alianças se deve ao fortalecimento do Legislativo e à reforma eleitoral de 2017, que tornou os partidos menos dependentes da eleição presidencial para a sua sobrevivência.
Na prática, os partidos agora têm mais liberdade para escolher a quem apoiar, adaptando suas estratégias conforme a realidade de cada estado. Isso significa que, por exemplo, um diretório pode apoiar Lula no Nordeste e Flávio Bolsonaro no Sul, visando maximizar a representação parlamentar. Além disso, a reforma de 2017 limitou a formação de coligações, dificultando a participação de partidos menores, o que impacta diretamente na disputa presidencial.
Para quem quiser acompanhar a evolução das candidaturas e das eleições, é possível acessar informações sobre sessões e canais de denúncia nos sites oficiais do governo e das assembleias. A fiscalização das eleições também está em andamento, com audiências públicas programadas para discutir a transparência e a legalidade do processo eleitoral.