Flávio Bolsonaro, do PL, anunciou que terá como vice o deputado Alfredo Gaspar, relator da CPMI Mista do INSS. O anúncio aconteceu na manhã desta quarta-feira (5), mas a escolha marca uma mudança em relação ao plano inicial de Flávio, que queria uma mulher de um partido aliado para a chapa. O movimento indica um certo isolamento do senador, que não conseguiu atrair outros nomes prioritários. Sem coligação, ele terá 20% menos tempo de TV que Lula, que conta com o suporte de seis partidos.
A busca por uma vice foi complicada. Flávio tinha a intenção de escolher Daniella Marques, presidente da Caixa Econômica Federal, mas o Republicanos decidiu, em convenção nacional na terça (4), que não apoiaria sua candidatura. Além disso, o PL estava negociando com Tereza Cristina, senadora do PP, mas o partido também optou por não se aliar a Flávio. As decisões foram influenciadas por votações nos diretórios estaduais, que preferiram manter uma posição neutra.
Para quem deseja acompanhar o andamento dessas questões, as sessões do Congresso podem ser vistas online, e há canais de denúncia disponíveis para a população se manifestar. O registro das candidaturas deve ser feito até o dia 15, e a expectativa é que Flávio continue buscando uma chapa mais diversificada até lá. A dificuldade em formar alianças pode ser atribuída à falta de diálogo, segundo políticos do centrão e membros do PL. Com o tempo se esgotando, a estratégia de Flávio pode ser crucial para sua aceitação entre os eleitores, especialmente entre as mulheres, considerando a recente crise em sua imagem pública.