O Podemos decidiu ficar neutro na eleição presidencial deste ano, frustrando as tentativas do senador Flávio Bolsonaro (PL) de formar uma coligação. A presidente do partido, Renata Abreu, consultou os diretórios da sigla e, na maioria, ouviu a preferência pela neutralidade, que deve ser oficializada até esta quarta-feira (5). Essa escolha permite que os filiados apoiem o candidato à Presidência que acharem mais adequado, sem amarras.
O PL, que enfrenta dificuldades na campanha, tentou atrair o Podemos e chegou a sondar Renata Abreu para ser vice na chapa presidencial. A neutralidade do Podemos é um golpe para Flávio, que também viu o Republicanos, outro partido do centrão, declarar sua posição neutra. Além disso, a federação União Brasil-PP já tinha se recusado a formar uma aliança com o PL. Em Minas Gerais, a saída do Republicanos de apoiar o senador Cleitinho Azevedo, que era favorito nas pesquisas, complicou ainda mais a situação do PL.
Internamente, o Podemos está focado em aumentar sua bancada na Câmara dos Deputados, com a meta de eleger mais de 30 deputados federais. O partido acredita que um alinhamento com algum candidato poderia prejudicar esse objetivo. Enquanto isso, a disputa pelo apoio do Podemos não se restringe ao PL; o PT também tentou negociar com a sigla para garantir sua neutralidade e facilitar uma possível participação no governo, caso vença as eleições.
Para quem deseja acompanhar as movimentações políticas e as sessões, é possível acessar os canais oficiais do Poder Legislativo e acompanhar as reuniões pela internet. As próximas etapas incluem a tramitação das propostas e a agenda de votação, que podem ser acessadas nos sites das câmaras e assembleias estaduais.