Na última terça-feira (4), o PL finalizou a formação de sua chapa no Rio de Janeiro, que servirá como suporte para o senador Flávio Bolsonaro em sua candidatura à presidência. Essa decisão ocorreu após a saída de partidos que faziam parte da aliança no estado. O deputado federal Carlos Jordy, do PL, busca uma vaga no Senado, enquanto a vereadora Fernanda Louback, também do PL, foi escolhida como candidata a vice-governadora na chapa liderada pelo presidente da Alerj, Douglas Ruas.
Os nomes foram definidos após a federação entre União Brasil e PP decidir não fazer parte da chapa do PL. Assim, Flávio Bolsonaro se vê sem alianças formais em sua base eleitoral, o que pode afetar sua candidatura presidencial. A chapa do Rio de Janeiro foi a primeira a ser anunciada oficialmente por Flávio em fevereiro, mas três dos quatro aliados já se afastaram. O ex-governador Cláudio Castro, que havia indicado intenção de concorrer ao Senado, desistiu em maio após ser alvo de investigações da Polícia Federal relacionadas a possíveis vínculos ilegais.
Além disso, o ex-deputado Márcio Canella anunciou sua saída da corrida pelo Senado na segunda-feira (3), após ser investigado em um caso de lavagem de dinheiro. Ele pretende concorrer novamente na Alerj. A situação do PL se complica ainda mais, pois a falta de alianças impacta no tempo de propaganda eleitoral do candidato Ruas, que é conhecido principalmente em sua base, mas pouco fora dela. O partido tinha planos de lançar Rodrigo Bacellar como candidato ao governo, mas ele foi substituído após ser preso por suspeitas de vazamento de informações relacionadas a investigações. Para quem deseja acompanhar o andamento das sessões e decisões, é possível acessar documentos e informações oficiais nos canais da Alerj e nas plataformas digitais do governo.