No último domingo, 2 de agosto, o Levante Mulheres Vivas organizou mobilizações em várias cidades do Brasil, pressionando a Câmara dos Deputados a aprovar o Projeto de Lei (PL) 896/2023, conhecido como PL da Misoginia. O projeto, que já passou pelo Senado, está em regime de urgência, aguardando que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), convoque a votação. Essa proposta visa incluir crimes motivados por misoginia na lista de punições por discriminação e preconceito, aumentando as penas de dois a cinco anos para atos de violência e ofensas à dignidade das mulheres.
Rachel Ripani, cofundadora do Levante Mulheres Vivas, destacou que a mobilização reflete a preocupação da sociedade com o aumento dos feminicídios e com o discurso de ódio direcionado às mulheres nas redes sociais. Segundo ela, a iniciativa conta com o apoio de diversos grupos, incluindo homens e mulheres do movimento feminista, e busca um consenso no Congresso para um texto claro que proteja as mulheres da violência digital.
As manifestações ocorreram em grandes cidades como São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro, com faixas e cartazes pedindo um Brasil sem misoginia. Rachel também comentou sobre as discussões no Congresso, mencionando que houve receios na bancada evangélica sobre a liberdade de expressão, mas reforçou que o objetivo do projeto é combater práticas violentas e não restringir opiniões.
Para acompanhar o andamento do PL, é possível acessar informações sobre as sessões da Câmara no site oficial do órgão. Além disso, os cidadãos podem participar de audiências públicas e acompanhar os canais de denúncia disponíveis. A expectativa é que a votação do projeto ocorra após a retomada das sessões plenárias, prevista para a semana do dia 10 de agosto.