A situação na Fifa está pegando fogo após o presidente Gianni Infantino anunciar a intenção de privatizar parte da organização. A notícia causou desconforto até entre os conselheiros mais próximos e levou um deles a pedir demissão. A proposta de Infantino inclui a venda de partes da entidade que cuidaria da operação de eventos como a Copa do Mundo. Esse movimento levanta questões sobre a permanência de Infantino no cargo, visto que ele só tem direito a mais um mandato como presidente.
A Uefa, a poderosa federação europeia, foi a primeira a se manifestar. Segundo a entidade, todas as 55 federações do continente vão boicotar competições organizadas pela Fifa enquanto o plano de privatização estiver em discussão. Essa união é significativa, já que a Uefa raramente consegue unanimidade em qualquer questão. Se esse impasse persistir, a próxima Copa do Mundo pode ocorrer sem a participação dos europeus, o que obrigaria a seleção brasileira a buscar novos adversários para enfrentar em mata-mata, com Marrocos já demonstrando interesse.
Os torcedores não precisam se preocupar muito, já que outras competições estão a caminho. A Eurocopa de 2028 deve contar com a presença da Itália, que já boicotou a Copa do Mundo desde 2018 devido a questões políticas. Por aqui, a Copa América pode surgir a qualquer momento, e os amantes do futebol estão de olho. A Concacaf, que inclui os Estados Unidos, também se opôs à privatização da Fifa, mostrando que a insatisfação é generalizada entre as entidades do futebol. Assim, o cenário está cada vez mais tenso, e as próximas movimentações prometem agitar o mundo da bola.