No último sábado (25), durante a convenção nacional do PL, foi exibido um vídeo gerado por inteligência artificial em que Jair Bolsonaro supostamente apoia a candidatura do filho, Flávio Bolsonaro, à Presidência. O vídeo, que mostrou a imagem e a voz de Bolsonaro, foi projetado em telão e fez afirmações sobre a situação do ex-presidente, que se diz “preso e calado” por decisões que considera injustas. A peça gerou polêmica e levou a Procuradoria-Geral da República (PGR) a ser acionada para investigar se houve descumprimento das restrições impostas pelo STF.
A deputada federal Dandara (PT-MG) e o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) solicitaram à PGR uma investigação sobre o uso do vídeo, alegando que ele pode ser considerado uma forma irregular de propaganda eleitoral, especialmente em meio à suspensão dos direitos políticos de Bolsonaro. Segundo o advogado criminalista Jhonatan Ferreira, a responsabilização vai depender de provas de que Bolsonaro participou ou autorizou a divulgação da mensagem. Ele destacou que, embora o vídeo tenha sido identificado como uma simulação, isso não elimina a possibilidade de irregularidades.
Os interessados em acompanhar as ações da PGR podem acessar o site oficial do órgão, onde há informações sobre como fazer denúncias e acessar documentos relacionados ao caso. Além disso, as sessões da Câmara e do Senado são transmitidas ao vivo, permitindo que os cidadãos acompanhem de perto as discussões políticas.
Os próximos passos devem incluir a tramitação do caso na PGR e a possibilidade de audiências públicas. A discussão sobre o uso de deepfake na política também deve ganhar destaque, especialmente com a proximidade do início oficial da propaganda eleitoral, em 16 de agosto. As regras do TSE proíbem o uso de conteúdo sintético para favorecer ou prejudicar candidaturas, e a situação levantará questões sobre a aplicação dessas normas em eventos partidários realizados antes do início da campanha.