Na semana que antecede o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, celebrado no dia 25, mulheres de várias gerações em Goiás expressaram seus desejos e preocupações com a política local. Elas ressaltaram a importância de garantir direitos básicos e a necessidade de mais representatividade feminina, especialmente entre mulheres negras, em cargos de decisão. Entre as entrevistadas, a aposentada Sandra Maria Silva, de 81 anos, destacou que, apesar de alguns avanços, a falta de oportunidades ainda é um grande obstáculo. Para ela, muitas mulheres não se sentem parte do processo político, o que dificulta a luta por seus direitos.
Ana Carolina Bispo, professora de 25 anos, também comentou sobre os desafios enfrentados, como a necessidade de proteger conquistas já alcançadas em um cenário político que, segundo ela, está sob constante ataque de movimentos extremistas. Ela acredita que essa vigilância constante prejudica a discussão sobre novas políticas, especialmente nas áreas de educação e saúde. Dandara Oliveira, do Instituto Update, acrescentou que, apesar do aumento de candidaturas negras nos últimos anos, a proporção de mulheres negras eleitas continua baixa, revelando uma desconexão entre a população majoritariamente negra e os espaços de poder, predominantemente ocupados por homens brancos.
Para se manter atualizados sobre as discussões políticas em Goiás, os cidadãos podem acompanhar as sessões das assembleias e câmaras municipais através de sites oficiais e redes sociais. Além disso, canais de denúncia e contato com representantes locais estão disponíveis para quem deseja se engajar mais ativamente. O próximo passo para as mulheres que buscam mais representatividade é intensificar o trabalho educativo e de engajamento, para que mais vozes sejam ouvidas e a política reflita a diversidade da população.