A Polícia Federal (PF) está investigando supostas vendas de decisões do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que beneficiaram o empresário e ex-senador Luiz Estêvão. De acordo com um relatório da PF, um lobista e a esposa de um juiz federal do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) estariam envolvidos nas negociações. O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a investigação formal do magistrado em maio deste ano.
O lobista, Andreson de Oliveira Gonçalves, atualmente sob prisão domiciliar em Mato Grosso, teria atuado junto ao STJ para garantir decisões favoráveis ao Grupo OK, de Estêvão. A advogada Aline Gonçalves de Sousa, esposa de um juiz do TRF-1, também estaria envolvida. A PF pediu a inclusão do ministro Moura Ribeiro, do STJ, nas apurações. Em uma conversa entre Andreson e Aline, surgiram indícios de que eles colaboraram de forma suspeita em processos que envolviam o ex-senador. Um dos casos investigados teve uma decisão em 2021 que beneficiou o grupo de Estêvão.
A PF começou a apurar o caso após uma análise do celular de Andreson, onde foram encontradas conversas que indicam que ele e Aline estavam em contato sobre os processos. Além disso, o relatório menciona que, no dia seguinte a uma conversa sobre uma decisão favorável, uma empresa ligada ao lobista transferiu R$ 250 mil para um advogado que foi assassinado no final de 2023.
Para acompanhar as investigações e as sessões do STJ, os cidadãos podem acessar o site oficial do tribunal e utilizar os canais de denúncia disponíveis. A tramitação do caso segue no STF e pode incluir audiências públicas e novas apurações. A defesa dos acusados nega as irregularidades e afirma que ainda não há provas suficientes para implicar o ministro Moura Ribeiro.