Na última semana, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) gerou polêmica ao emitir duas notas fiscais de R$ 500 mil cada para a empresa Copenhagen Assessoria e Consultoria, que recebeu R$ 57,9 milhões do Banco Master. Ambas as notas foram canceladas, uma no mesmo dia da emissão, em 7 de abril de 2025, e a outra dois dias depois. A Copenhagen é dirigida por Rogério Lourenço Novo, que também chefiou a Contábil Correa e é conselheiro fiscal da Ambipar, empresa sob investigação por manipulação de mercado.
Em um vídeo nas redes sociais, Flávio Bolsonaro negou ter prestado serviços à Copenhagen e afirmou que suas notas fiscais foram canceladas sem justificativa. Ele disse que sua advocacia está sendo alvo de ataques e que a divulgação das notas tem relação com sua pré-candidatura à presidência. O senador declarou ter firmado contrato com a BR Global, que atende mais de 200 clientes, e que a eventual consulta sobre a Copenhagen não resultou em trabalho efetivo.
A convenção nacional do PL, que deve oficializar Flávio como candidato à presidência, ocorrerá neste sábado (25) em São Paulo. A situação pode complicar sua campanha, visto que sua imagem foi impactada por investigações relacionadas a pagamentos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que envolvem o financiamento de um filme sobre Jair Bolsonaro. A divulgação de diálogos entre Flávio e Vorcaro, em maio, também afetou sua posição nas pesquisas eleitorais, dificultando a formação de alianças.
Para acompanhar as movimentações dessa situação, os cidadãos podem acessar as redes sociais dos envolvidos e acompanhar a cobertura da imprensa. É importante ficar atento às próximas audiências e eventos relacionados às investigações, que podem influenciar o cenário político em Goiás e no Brasil.