Nos últimos dias, Flávio Bolsonaro enfrentou dificuldades para garantir apoio dos partidos do centrão antes da sua convenção, marcada para este sábado (25). As conversas com siglas como União Brasil e PP não avançaram, com críticas a sua falta de diálogo e estratégia. Segundo líderes desses partidos, Flávio buscou apoio sem oferecer contrapartidas, o que gerou descontentamento. No caso do Republicanos, nem houve contato direto dele com a cúpula, o que reforçou essa percepção de falta de disposição para negociar.
Os presidentes do União Brasil e do PP, Antônio Rueda e Ciro Nogueira, passaram a evitar Flávio, o que é um indicativo claro de que as conversas não estavam indo bem. Em abril, Ciro havia afirmado que o apoio a Flávio dependia de uma moderação em seu discurso, mas agora a situação parece ter mudado. O coordenador da pré-campanha, Rogério Marinho, reconheceu que Flávio deve ir à convenção sem um nome definido para vice, o que pode complicar ainda mais sua situação.
Os parlamentares do centrão comentaram que a pré-campanha foi marcada por erros, como a busca tardia por coligações. Embora a equipe do senador tente minimizar a falta de alianças, o cenário pode limitar a escolha de um vice, que atualmente inclui nomes de mulheres do Republicanos e do PP. Além disso, a ausência de apoio pode impactar a verba do fundo eleitoral e o tempo de propaganda em rádio e TV.
Para quem quer acompanhar de perto o desenrolar das negociações e votações, é possível acessar informações sobre as sessões e canais de denúncia através dos sites oficiais das Assembleias e do Senado. Os próximos passos para Flávio incluem a convenção e a continuidade das articulações para tentar conquistar o apoio necessário.