Na manhã desta quinta-feira (16), as reações em torno do governador de Goiás, Tarcísio de Freitas (Republicanos), começaram a ganhar espaço após a decisão de Donald Trump de aumentar tarifas. Enquanto alguns aliados pedem calma e análise do impacto para o estado, outros criticam a falta de uma postura mais firme em responsabilizar o ex-presidente Lula (PT) pela situação. Tarcísio, que busca a reeleição, não teve compromissos oficiais nesse dia e sua equipe ainda estava avaliando se ele se manifestaria sobre o assunto.
De acordo com fontes próximas ao governador, a análise sobre as novas tarifas envolve conversas com equipes das secretarias da Fazenda e de Desenvolvimento Econômico. O setor de calçados, que não foi incluído nas isenções, é uma das maiores preocupações neste momento. Além disso, a equipe já se prepara para uma campanha intensa e nacionalizada, ciente de que a associação das tarifas a Flávio Bolsonaro, feita pela equipe de Lula, pode também recair sobre Tarcísio.
Nos bastidores, um parlamentar bolsonarista do grupo de Tarcísio expressou a expectativa de que o governador se manifestasse nas redes sociais para apoiar Flávio em sua crítica ao PT. No entanto, a escolha de Tarcísio de não se expor imediatamente desagradou alguns aliados, que interpretaram isso como uma tentativa de se preservar enquanto Flávio precisaria de apoio. Apesar disso, há uma percepção entre os bolsonaristas de que Flávio não tem se mostrado receptivo a novas ideias para enfrentar a crise.
Para acompanhar as discussões e decisões sobre essa situação, os cidadãos podem acessar as sessões na Assembleia Legislativa de Goiás e também acompanhar os canais oficiais do governo. Quanto aos próximos passos, a tramitação relacionada ao tema deve seguir com audiências públicas e novas reuniões nas próximas semanas.