A Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção) manifestou preocupação com as tarifas impostas pelos Estados Unidos ao setor têxtil. O diretor-superintendente da Abit, Fernando Pimentel, afirmou que a medida do governo americano, liderado por Donald Trump, agrava uma situação já complicada. Segundo ele, o consumo não está aquecido, e o aumento das remessas internacionais para o Brasil, especialmente com o fim da “taxa das blusinhas”, afetou ainda mais o desempenho do setor nos últimos meses.
Pimentel explicou que a combinação do crescimento das importações e um mercado de consumo estagnado traz mais prejuízos do que o aumento das tarifas. O tarifaço deve forçar o varejo a repensar suas estratégias de mercado, embora essa não seja uma tarefa simples. A Abit está buscando novos mercados mais competitivos, como os países da Europa e do Mercosul. No entanto, a entidade ainda não consegue afirmar se conseguirá redirecionar os R$ 400 milhões que são exportados anualmente para os EUA. Este ano, as exportações brasileiras de têxteis para os EUA já apresentaram uma queda de quase 12%.
A Abit está analisando o impacto das tarifas nas vendas externas e a migração de investimentos, ressaltando que as pequenas empresas podem ser as mais afetadas. A entidade defende a continuidade das negociações, argumentando que as empresas americanas também sentirão os efeitos negativos das tarifas. Pimentel mencionou que já recebeu preocupações de compradores de lã sobre o impacto das tarifas, enfatizando a necessidade de mostrar essa realidade ao governo brasileiro.
Para se manter informado sobre as discussões do setor têxtil, é possível acompanhar notícias e atualizações pela página da Abit, que também disponibiliza canais de contato para denúncias e sugestões.