Recentemente, o ministro do STF, Alexandre de Moraes, decidiu proibir o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de visitar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por 90 dias. Essa medida tem impacto direto na pré-campanha de Flávio, que agora busca ampliar sua autoridade e se isolar politicamente da ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro. Segundo aliados do senador, essa situação pode ser vista como uma oportunidade, pois reforça a mensagem do ex-presidente, que já havia indicado Flávio como seu “porta-voz”.
A proibição das visitas aconteceu logo após a divulgação de uma carta em que Jair Bolsonaro expressa confiança em Flávio. Essa decisão de Moraes foi motivada pela interpretação de que a carta violava as medidas cautelares impostas ao ex-presidente. Durante o período em que Flávio pôde visitar Jair, entre 27 de março e 17 de junho, eles se encontraram pelo menos 26 vezes, com autorização para que Flávio atuasse como filho ou advogado.
Com o veto às visitas, o cenário eleitoral pode se complicar para Michelle, que, embora tenha acesso ao ex-presidente, não tem autorização para falar por ele. Isso pode diminuir a influência dela nas articulações políticas, facilitando o caminho para que Flávio tome decisões de forma independente. Em uma pesquisa recente, Flávio aparece atrás do presidente Lula (PT) em uma simulação de segundo turno, com 37% contra 45%.
Para quem deseja acompanhar mais de perto a situação, as sessões do Senado e as decisões do STF podem ser acompanhadas através dos sites oficiais, além de canais de denúncia e informações sobre como acessar documentos públicos. Os próximos passos incluem monitorar como Flávio se posicionará em relação à sua campanha e se buscará reverter a decisão do STF por meio de apelos como o da OAB.