O estádio Conde Rodolfo Crespi, do Clube Atlético Juventus, está passando por uma grande transformação. Após 19 anos fora da primeira divisão, o time da Mooca finalmente conquistou seu lugar na elite do Campeonato Paulista e, com isso, as obras de ampliação do estádio começaram. No entanto, essas mudanças estão ocorrendo sem a autorização da Prefeitura de São Paulo, já que o imóvel é tombado desde 2016. A administração do prefeito Ricardo Nunes (MDB) informou que o projeto da SAF-Juventus ainda está em análise por técnicos do Departamento de Patrimônio Histórico (DPH).
A reforma, que visa aumentar a capacidade do estádio de 3.800 para 10.000 torcedores, é uma exigência da Federação Paulista de Futebol para os estádios da série A1. As obras começaram logo após o Juventus vencer a Ferroviária por 2 a 1 e garantir o acesso à primeira divisão. O projeto inclui novas arquibancadas, camarotes, banheiros e uma loja do clube, além de um espaço para a venda do cannoli, doce italiano muito popular entre os torcedores. No entanto, a instalação de grama sintética, aprovada pelo Conpresp, também gerou controvérsias.
Enquanto alguns torcedores celebram a volta à elite e as melhorias na estrutura, outros estão preocupados com a perda da identidade do clube. Em protesto contra a nova gestão da SAF e as reformas, a torcida organizada Setor 2 anunciou o fim de suas atividades, afirmando que a transformação do estádio pode tirar o “futebol raiz” do Juventus. A SAF, que controla o clube desde 2025, foi aprovada por 84% dos conselheiros, mas ainda gera divisões entre os fãs, que têm opiniões bem diferentes sobre o futuro do Juventus. O próximo desafio do time será manter o bom desempenho em campo enquanto navega por essas mudanças significativas.