A defesa de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), protocolou um pedido de Lei de Acesso à Informação (LAI) para entender a falta de interesse do Ministério Público em um acordo de delação premiada que ele propôs. O advogado Davi Tangerino informou que ainda não teve acesso à decisão do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e soube da rejeição do acordo apenas pela imprensa. O pedido de LAI foi enviado no dia 30 de outubro.
Gonet justificou a recusa ao afirmar que a proposta de Paulo Henrique tem “reduzida utilidade e débil eficácia”. Essa informação foi repassada ao relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça. O procurador destacou que os pontos apresentados na proposta não trazem novidades suficientes, uma vez que não foi assinado um termo de confidencialidade, que formalizaria o início das negociações. Fontes do Ministério Público Federal (MPF) afirmam que não há motivos para uma resposta à defesa, já que o documento necessário para avançar nas tratativas não foi assinado.
Paulo Henrique foi transferido do Complexo Penitenciário da Papuda para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, popularmente conhecido como Papudinha, no dia 8 de maio, com a intenção de negociar o acordo. Apesar da recusa da PGR, ele continua a trabalhar em suas anotações e se reúne com seus advogados durante a maior parte do dia. Embora os presos tenham direito a uma hora de conversa com suas defesas, o ex-executivo obteve autorização do STF para estender esse tempo das 9h às 18h.
A Polícia Federal ainda não se manifestou sobre o interesse em colaborar com o material que Paulo Henrique pode apresentar. No entanto, tanto a PF quanto a PGR já indicaram que estão abertas a negociar acordos de colaboração de forma conjunta, buscando evitar questionamentos futuros. Para acompanhar as movimentações do caso, o público pode acessar o site do STF e acompanhar as sessões e decisões relacionadas.