O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, está sendo investigado por suposto desvio de emendas, o que se soma a um histórico complicado. Ele já foi condenado no caso do mensalão, investigado na operação Lava Jato e até preso por porte ilegal de arma. Valdemar tem um currículo marcado por polêmicas, incluindo uma condenação em 2012 a quase oito anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. Naquele caso, ele foi acusado de receber propina em troca de apoio ao governo Lula, que, na época, contava com José de Alencar, do PL, como vice-presidente.
Além disso, Valdemar já enfrentou acusações de compra de votos nas eleições de 2006, quando organizou um grande evento para eleitores em Bertioga. O Tribunal Superior Eleitoral o absolveu, alegando que o evento era apenas uma confraternização. Durante a Lava Jato, ele foi investigado por supostos pagamentos de propina relacionados a contratos da Valec, uma empresa pública de ferrovias. Contudo, esse inquérito foi arquivado em 2024. Recentemente, Valdemar foi indiciado pela Polícia Federal em uma investigação sobre a tentativa de golpe após as eleições de 2022, mas ainda não foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República.
No ano passado, ele foi condenado a indenizar o PT em R$ 20 mil após afirmar que o partido teria organizado os atos de 8 de janeiro. A defesa alegou que ele apenas expressou uma opinião em um debate político. Mais recentemente, em uma operação da PF, Valdemar foi preso por porte ilegal de arma, e durante a busca em sua casa, uma pepita de ouro foi encontrada. Ele alegou que a arma era registrada e que a pedra tinha pouco valor. Para acompanhar a tramitação dessas investigações, é possível acessar documentos oficiais e informações por meio dos canais da Justiça e da Polícia Federal.