Nesta quarta-feira (8), a Polícia Federal realizou uma busca na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está em prisão domiciliar. A ação foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, com o objetivo de verificar se ainda havia armas em posse de Bolsonaro. Segundo a defesa do ex-presidente, nada foi encontrado, e um dos advogados afirmou que já havia informado previamente sobre a localização de todas as armas. Estavam presentes no local, além de Bolsonaro, sua esposa, Michelle, e a filha, Laura.
A decisão de Moraes para autorizar a busca se baseou em uma suposta discrepância entre o número de armas registradas em nome de Bolsonaro e as que foram efetivamente entregues às autoridades. O ministro destacou que a manutenção de armas em poder do ex-presidente, após a ordem de entrega, justifica a busca. A defesa argumenta que já havia indicado onde estavam todas as armas, incluindo uma que foi doada por um empresário e estava no Rio Grande do Sul. No entanto, Moraes mencionou que as informações apresentadas não foram acompanhadas de documentos que comprovassem a localização das armas.
Na sexta-feira (3), Moraes prorrogar a prisão domiciliar de Bolsonaro por tempo indeterminado e revogou a autorização para o porte de suas armas, exigindo que ele entregasse todas as dez que possuía. O ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe e, embora tenha cumprido parte da pena em regime fechado, recebeu o benefício da prisão domiciliar por questões de saúde em março, com um prazo inicial de 90 dias. O ministro já havia sinalizado que a apreensão de uma pistola com um segurança de Bolsonaro poderia ser considerada uma falta grave, levando à revisão da medida de prisão.
Para acompanhar as decisões e sessões relacionadas a esse caso, é possível acessar o site do STF ou acompanhar as redes sociais da Polícia Federal.