Em 2026, o Senado está movimentado com as ausências dos parlamentares, e Romário se destacou, liderando a lista com mais de 50% de faltas. Ele ultrapassa outros senadores, como Flávio Bolsonaro e Dorinha, que têm 43% de ausências. Apesar da possibilidade de votações remotas, alguns senadores ainda têm compromissos que os afastam das sessões. Para evitar problemas com o mandato, os parlamentares precisam ficar atentos, já que o limite de faltas não justificadas é de um terço. Romário, por exemplo, justificou suas ausências ao comentar futebol em uma TV privada, mesmo sem autorização formal, e renunciou ao salário público sob pressão.
O Senado, que adotou um regime semipresencial durante a Copa, permite que senadores exerçam atividades privadas desde que não haja conflito de interesse. Isso levanta questões sobre a conduta de Romário, principalmente porque a Câmara dos Deputados proibiu votação remota para deputados que estão fora do país, enquanto o Senado não seguiu esse rigor. O sistema brasileiro é um dos mais flexíveis em relação aos vínculos privados dos parlamentares, ao contrário de países como o Reino Unido e os Estados Unidos, onde há regras mais rígidas.
A situação de Romário é complexa. Ao atuar em um segundo emprego, ele pode enfrentar um “conflito de atenção”, já que seu trabalho como senador exige dedicação plena. Além disso, sua atuação na CPI da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas, onde recomendou ações contra irregularidades no futebol, contrasta com sua escolha de fazer publicidade em eventos esportivos. O que se observa é que a imagem pública de Romário, como ex-jogador e senador, está em jogo, levantando dúvidas sobre a moralidade e a ética de sua conduta.
Para quem deseja acompanhar as atividades do Senado, é possível acessar as sessões e documentos no site oficial do Senado e também encontrar canais de denúncia e contato. O próximo passo para Romário e outros senadores envolve a tramitação de projetos e a fiscalização das atividades parlamentares, que continuam enquanto as discussões sobre ética e conduta não se resolvem.