Nesta terça-feira, dia 30, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), anunciou que iniciará discussões sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê uma aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde. No entanto, ele informou que a proposta não será votada hoje, seguindo o rito normal. De acordo com as regras do Senado, após o início das discussões, serão necessárias mais cinco sessões para que a PEC possa ser apreciada no plenário.
Essa PEC é importante para o governo, que estava preocupado com a possibilidade de novas propostas que poderiam gerar gastos inesperados, conhecidas como “pautas-bomba”. Recentemente, o Senado já havia aprovado um projeto que refinancia dívidas do setor rural, que pode custar até R$ 140 bilhões aos cofres públicos. A PEC da aposentadoria especial para os agentes comunitários, por sua vez, tem um impacto estimado de R$ 30 bilhões nos próximos dez anos. O governo, por sua vez, planeja judicializar a questão, utilizando como base uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que afirma que novas despesas no Congresso devem vir acompanhadas de compensações de receitas.
Hoje, Alcolumbre se reuniu com o ministro de Relações Institucionais, José Guimarães, e a nova líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), para discutir as prioridades do governo. Embora Alcolumbre não tenha se comprometido com um prazo, sua decisão de não acelerar o processo traz uma certa segurança em relação a possíveis pautas-bomba. No entanto, a pressão dos parlamentares para votar a PEC ainda nesta terça-feira deve ser intensa.
Para acompanhar as sessões do Senado e ficar por dentro das discussões, os interessados podem acessar o site oficial do Senado e verificar a agenda de votação. Além disso, canais de denúncia e informações sobre o andamento das propostas também estão disponíveis online.