Na última quinta-feira (25), o vereador Senival Moura, de São Paulo, foi preso e, no sábado, pediu afastamento do Partido dos Trabalhadores (PT). O pedido foi feito para que ele possa se dedicar à sua defesa e evitar que os problemas legais dele afetem a imagem do partido. A informação foi divulgada pelo presidente do PT na cidade, vereador Hélio Rodrigues.
Senival Moura é investigado por supostamente participar de um esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao PCC (Primeiro Comando da Capital), utilizando a concessionária Transunião, que opera no transporte público de São Paulo. De acordo com a Polícia Civil, ele teria facilitado a entrada da facção criminosa na empresa, criando um sistema financeiro clandestino para apoiar financeiramente pessoas ligadas ao PCC. Na audiência de custódia realizada na sexta-feira, a Justiça decidiu manter a prisão do vereador.
A defesa de Senival expressou surpresa com a prisão e afirmou que a “verdade prevalecerá”. Segundo o advogado Marcio Sayeg, essa decisão ocorre em um momento delicado, próximo ao período eleitoral, o que levanta questionamentos sobre a motivação da ação. A situação gera preocupação entre os membros do PT, que buscam se distanciar das acusações.
Para quem deseja acompanhar as atualizações sobre o caso, as sessões da Câmara Municipal de São Paulo estão disponíveis online, e os cidadãos podem enviar denúncias e acessar documentos por meio do site oficial da câmara. Nos próximos dias, o caso de Senival Moura deve seguir em tramitação, com a possibilidade de novas audiências e decisões judiciais, além de repercussões políticas no contexto eleitoral.