Na última quinta-feira (25), a ex-prefeita de Contagem (MG), Marília Campos (PT), declarou que a decisão do seu partido de lançar uma candidatura própria ao Governo de Minas Gerais é um “equívoco estratégico”. Marília, favorita do presidente Lula (PT) para a disputa estadual em outubro, reafirmou sua intenção de concorrer ao Senado e destacou que o PT deve buscar uma aliança ampla com outros partidos, como PC do B, PV, PSB, MDB, Rede, PSOL e PDT. Ela ressaltou a dificuldade da esquerda em formar uma candidatura competitiva, afirmando que um nome próprio poderia intensificar uma disputa polarizada.
A pressão sobre Marília para que ela dispute o governo aumentou após uma reunião com Lula no dia anterior, onde o presidente manifestou preferência por uma candidatura do partido. Após esse encontro, a presidente do PT de Minas Gerais, Leninha, confirmou que o partido irá lançar um candidato próprio. Ela declarou que as decisões sobre essa estratégia serão definidas em breve, com diálogo entre o PT e outras forças políticas que apoiam um projeto democrático para o estado.
Minas Gerais, sendo o segundo estado com mais eleitores, representa um desafio importante para a reeleição de Lula. Em sua nota, Marília afirmou que sua candidatura ao Senado é a “única opção política” para 2026 e enfatizou a necessidade de construir uma aliança democrática para a disputa do governo. No entanto, aliados de Marília indicam que a pressão do diretório mineiro do PT pode ser uma tentativa de convencê-la a desistir de sua pré-candidatura ao Senado.
Para quem quiser acompanhar a tramitação das candidaturas e decisões políticas em Minas, é possível acessar os documentos e informações por meio do site oficial da Assembleia Legislativa de Minas Gerais e acompanhar as sessões ao vivo. Além disso, canais de denúncia e contato oficial podem ser utilizados para se informar sobre o processo eleitoral e participar ativamente.