Na última quinta-feira (25), o presidente do STF, Edson Fachin, decidiu que a investigação relacionada ao filme “Dark Horse” será conduzida pelo ministro André Mendonça, e não por Alexandre de Moraes. Fachin explicou que a situação referente a essa investigação já se relaciona com outros dois procedimentos criminais que estão sob a responsabilidade de Mendonça, o que justifica a unificação dos casos na mesma relatoria. A determinação veio após Moraes solicitar uma definição sobre o assunto na segunda-feira (22). Antes, a Procuradoria-Geral da República (PGR) já havia se manifestado a favor da transferência do caso para Mendonça, argumentando que ele já lidava com questões similares.
A solicitação de investigação foi feita pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), que é vice-líder do governo Lula na Câmara. Ele incluiu no inquérito o ex-presidente Jair Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro, ambos do PL, com base na atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Segundo Lindbergh, Flávio teria tentado captar recursos com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar o filme sobre Jair Bolsonaro, e isso poderia ter servido para sustentar Eduardo enquanto ele está fora do país, conforme suspeita da Polícia Federal. A denúncia também sugere que os recursos poderiam ser usados para campanhas de sanções e tarifas relacionadas à anistia do pai. Tanto Flávio quanto Eduardo negam as acusações; Flávio afirma que seu contato com Vorcaro foi apenas para arrecadação de fundos para o filme, e Eduardo classificou as suspeitas como infundadas.
Para quem quiser acompanhar o desenrolar desse caso, as sessões do STF podem ser acompanhadas pela TV Justiça e pelo site oficial da corte. Além disso, denúncias e informações podem ser enviadas diretamente para a PGR. Os próximos passos incluem a tramitação do inquérito sob a relatoria de Mendonça, que deverá definir a agenda de audiências e outras diligências necessárias.