Durante a Copa do Mundo de 2026, uma cena marcante aconteceu nas arquibancadas: Michel Nkuka Mboladinga, um torcedor congolês, fez uma performance inspirada em Patrice Lumumba, ex-primeiro-ministro da República Democrática do Congo. Com a mão erguida, ele representou a luta anticolonial da África, imitando a pose da estátua de Lumumba em Kinshasa. Essa ação ocorreu no jogo entre a RD do Congo e a Colômbia, realizado em Guadalajara, no México, na terça-feira, 23 de outubro.
Mboladinga, que foi barrado de entrar nos Estados Unidos devido a um surto de ebola em seu país, se tornou um símbolo da resistência. Sua performance, segundo a coordenadora do Grupo de Pesquisa Pensamento Negro Contemporâneo da UFRB, Maria do Carmo Rebouças, expressa a luta dos países africanos pela autodeterminação e soberania. Ela acredita que o gesto de Mboladinga trouxe uma reflexão sobre o legado colonial, destacando que o futebol pode ser uma plataforma para discutir temas sociais importantes.
Apesar de não estar presente no restante da Copa, Mboladinga deve retornar a Kinshasa e acompanhar o próximo jogo da seleção, que será contra o Uzbequistão no sábado, 27. Para quem quer acompanhar a competição, a CBF disponibiliza informações sobre onde assistir às partidas e comprar ingressos. Além disso, as tabelas oficiais estão disponíveis nos canais de transmissão.
O ato de Mboladinga também ecoa questões atuais, como a guerra esquecida no Congo, que ainda sofre com conflitos internos e exploração de recursos naturais. A performance dele foi um lembrete importante sobre a necessidade de atenção internacional a essas realidades. A luta pela memória de Lumumba e o legado de resistência continuam a ser temas centrais para a identidade africana e a história do continente.